casabet64:

Yousuke Kawashima

(via opintassilgo)

bofransson:

Interior with Boy

Pierre Bonnard - 1910

(via campsis)

(via campsis)

Mochilão por Minas, finalmente consegui completar a missão de chegar em Itabira, terra natal de Drummond! Visitei tantos lugares, me perdi pela cidade e entrei em contato com o povo. Na foto: 1. Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade; 2. Visitando a Escola Municipal Coronel José Batista, aonde Carlos estudou. Pude participar de uma reunião com os pais e expressei de onde venho, minha formação e meu carinho pelo poeta!; 3. Casa onde o Carlos morou com a família e palco de diversos acontecimentos socioculturais; 4. Foto com a estátua do poeta no Memorial Carlos Drummond de Andrade (conta ainda com acervo de arte, tempo, vida e obra mais uma colina que permite ver toda a cidade). Tô em parafuso! Parece tudo um sonho e com a incomoda sensação de que queria que todos que amam estivessem comigo. 

Vídeo novo: #6 Desembrulho - ESPECIAL Ouro Preto - MG 

Da janela lateral do quarto de dormir

Vejo uma igreja, um sinal de glória

Vejo um muro branco e um vôo pássaro

Vejo uma grade, um velho sinal”

Essa música nunca me fez tanto sentido quanto agora! =)

Vídeo novo: Palavreando na Praça Tiradentes em Ouro Preto, Minas Gerais! =)

Em Ouro Preto, Minas Gerais.

O poema está à solta, azul como o céu. Céu azul de Minas que se esconde na sombra

Fomos pelas ruas, cedo da manhã. Começou a abrir o dia, dispenso o moletom. As lojas começam dar as atividades, brilham refletidas nas poças d’água na calçada. Ao lado um ipê rosa insistiu em ir contra a corrente: penso em Rubem Alves, ali. No celular, a notificação me redireciona. Espio o remetente: Mirian C. amiga que está lá na França como bolsista, construindo um trabalho sobre educação brasileira (metáfora sarcástica do Brasil: uma educadora/poeta como Mirian precisa ir a França p/ fazer sua monografia sobre educação e literatura brasileira). Abro o arquivo em anexo. Após capa, dados, datas, uma epígrafe colorida de Ariano Suassuna.

*

Distraído na cadeira do avião, agarro a mão da minha irmã – ou até notar que to fazendo drama – até quase o limite de se estabilizar no ar. Direto na veia. Algodões flutuam no céu em curvas perto do mar. Imagino terminais rodoviários nos centros de certas ilhas-nuvens. O menino perdido continua doendo, onde? Dois sucos de laranja e balas de gelatina com a minha mana (ela, só um).

*

A cabeça estala. Encaro Belo Horizonte, pessoas, chão sujo ao som de buzinas. Na rua, gosto muito de escutar. Tanta gente pagando caro por curso de oratória, eu faço o de escutatória (e de grátis!). Tomo o táxi, ele me fala coisas sobre as distâncias da cidade, a elite que reside atrás do morro, e depois de me aconselhar a não acreditar em tudo que a TV conta, pergunta-me se já lia a obra de Fernando Sabino, e ainda recita trechos: a vida é sonho. Minas também. Passar pela Pampulha, não ir a rodoviária, estacionar uma quadra do hotel. Recepcionista – seu Adriano, não gosta de ser chamado de senhor – nos conta sobre amigos, exposições de artes (dos amigos!), e que não gosta de ir ao shopping, pois ”não vê sentido” me diz. Outro dia, fomos na Praça da Liberdade e por ali pedimos um suco. A atendente demorou e me veio cheia de graça: - “desculpa moço, é que fomos colher o maracujá, só pode!”. E dê-lhe Nara Leão pra vida ficar ainda mais leve.

*

E o que era possibilidade de amor, agora é possibilidade de fuga. Nem por isso é possível parar de amar. Você consegue? Eu não. Desço em Ouro Preto quase três e meia da tarde de quarta. Na rodoviária, alguém acena de longe: João. Minha bolsa se abre e deixo cair meus livros, companheiros de viagem.  Entramos no carro e, como se fosse a coisa mais natural do mundo, ele bota uma fita. De repente, lá estamos nós, perto do selvagem coração do Brasil conversando sobre Clarice Lispector ao som de uma música inaudível, estridente. Cruzo a Praça Tiradentes, de pulo me estremeço todo.

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Ah pois é

Achei uma mariposa na livraria…

Acabou de chagar da #idealshop e esse disco…se sentindo curioso.

dreeemland:

Andreas Golder. Ja, zum TV Programm. 2011.

dreeemland:

Andreas Golder. Ja, zum TV Programm. 2011.

(via aleatoryalarmalligator)